Pela Floresta da Amazônia - virei indía?!

Atualizado: 21 de Jan de 2019


MANAUS E ANAVILHANAS - Um roteiro pela Selva Amazônica. (PARTE 1) #sbnamazonia


BuJo Viagem - Resumo Viagem Manaus e Anavilhanas - Stéphanie Galvão Bueno. Sem Rótulos.

Natureza, beleza, calma, físico e paz. Essas palavra para mim resumem (se é que é possível resumir) o que é a Floresta Amazônica e Manaus. Fiquei encantada com o local e com as experiências, vou tentar passar um pouco aqui para vocês mas já adianto tem que estar lá e vivenciar cada experiência para ter a exata noção.


RESUMO - DICAS E PLANEJAMENTO:

Nossa viagem foi no feriadão da Proclamação da República em novembro (15 à 20/11/2018). Optamos por ficar 3 dias em Manaus, e 3 dias no Anavilhanas e super recomendo.



O ideal é pegar o vôo mais cedo possível (foi o que fiz) e já aproveitar o primeiro dia em Manaus na Praia da Ponta Negra, que infelizmente faltou conhecer, mas todos super recomendam e acho que teria sido a opção perfeita aproveitar o fim da tarde do primeiro dia para conhecer e almoçar por lá. Indico o restaurante Muy Gringo, são dos mesmos do Tambaqui de Banda mas tem outra pegada. São mais para lanches. (@muygringo)


O segundo dia tiramos para conhecer a cidade. Como ficamos em um ótimo hotel (Villa Amazônia - falo mais sobre ele a frente), localizado no centro, começamos o tour pela cidade a pé mesmo. O primeiro lugar a visitar foi o Teatro Amazonas. No terceiro e último dia em Manaus fizemos o Safari Amazônico pela Amazon Explores, super recomendo, além de a empresa ser bem organizada, o safari é um bom complemento as atividades do Anavilhanas.


Quarto dia de viagem, hora de ir para o hotel Anavilhanas no complexo de mesmo nome. O hotel disponibiliza um transfer para pegar diretamente no hotel (ou no aeroporto, para aqueles que decidirem ir primeiro para lá - também uma boa opção). Ao meio-dia já chegamos no hotel e a partir daí é só aproveitar a programação preparada para gente. Nele ficamos até o último dia, em que o mesmo transfer nos levou diretamente para o aeroporto.


Quer saber mais detalhadamente tudo o que fizemos? Confere os dias detalhados no fim do post.


COMO CHEGAR?

Para visitar a Floresta Amazônica o ideal é buscar passagens para a Manaus e aproveitar para ficar uns dias conhecendo a cidade. Existem diversos vôos diretos de São Paulo e Rio de Janeiro, basta pesquisar na DECOLAR.COM (onde sempre compro as melhores passagens pelo melhor custo! Aliás, comprando a passagem por esse link você me ajuda a manter esse site! 😉)


Os hotéis nas florestas contam com transfer próprio, já incluído na diária (foi o caso do Anavilhanas), eles partem em dois horários e buscam tanto no hotel quanto no aeroporto (confirmar). Outra forma, é pegar um hidroavião


ONDE FICAR?


Manaus:Villa Amazônia: (faz parte do Roteiro do Charme e foi a minha opção).

Da cadeia do Anavilhanas, é um hotel menor, boutique, bem do jeitinho que eu gosto. Ele está muito bem localizado para quem pretende ficar no centro, fica a apenas duas quadras da praça do Teatro Amazonas (minha recomendação para os turistas).


A piscina é um charme, o restaurante é um dos mais saborosos de Manaus, a decoração é linda e o atendimento é muito bom. Ou seja, um pacote perfeito. Eu super aprovei e recomendo!

  • OUTROS HOTEIS EM MANAUS:

  • Hotel Juma Opera: Ainda não estava pronto, mas já garanto que a localização é ideal. Ficará no centro em frente a praça do Teatro Amazonas. Será bem maior que o seu concorrente direto o Villa Amazônia, deve ser bem legal quando abrir, gostarei de conhecer.

  • Go Inn Manaus - Esse um hotel maior e mais simples, sem aquele charme que eu amo. Mas para quem busca um bom custo benefício, pode ser uma interessante opção. Está bem localizado e é nele que fica o escritório da agência de turismo com os melhores passeios, a Amazon Explores.

Floresta:

Anavilhanas: (faz parte do Roteiro do Charme e foi a minha opção). O hotel é um charme. Os quartos são cabanas (existem três opções disponíveis - chalés, bangalôs e panorâmicos). A diária é mais alta, mas conta com a vantagem de estar tudo incluído, passeios, café-da-manhã, almoço, lanche e jantar. Apenas as bebidas (fora água) são cobradas a parte.


Ao chegar somos encaminhados para o quarto cada um deles tem um animal (esses animais ficam nas nossas mesas no restaurantes, indicando qual devemos pegar) e como presente nos foi o dado o nosso “bicho” (um tucano) além de uma sacola com garrafas de água (muito utilizadas durante os passeios).


OUTRO HOTEL NA FLORESTA

Juma: Fica situado no meio da floresta assim como o Anavilhanas, nele os bangalôs ficam sobre colunas de madeira, com vista da floresta ou do Lago Juma. Parece ser uma boa opção também, mas como não me hospedei nele, não posso dar a minha impressão (é o concorrente do Anavilhanas).


*** DICA: Amo pesquisar e reservar no HOTEIS.COM, além de preços bem legais ele ainda faz uma média das suas reservas e a cada 10 você ganha essa média para usar em uma nova viagem como diária grátis, ou desconto naquele hotel luxo que sempre sonhou em ficar!!


(Aliás, comprando a passagem por esse link você me ajuda a manter esse site! 😉)


ONDE COMER EM MANAUS?

Primeira informação sobre os restaurantes, tudo que se pede é extremamente farto! Então cuidado com diversas entradas, ou pratos para uma pessoa, que na verdade podem ser facilmente divididos.

  • Fitz Carraldo: Restaurante localizado no Hotel Villa Amazônia. Pratos elaborados com ingredientes locais, muito saboroso. Com diversas opções vegetarianas (para veganos, apenas saladas).

  • Banzeiro: Esse é o restaurante mais conhecido de Manaus,

  • Moquém do banzeiro: É da mesma cadeia do anterior, mas é mais refinado. O ambiente é super bem decorado, a comida é deliciosa. Único ponto negativo é a sua localização, em uma galeria entre o Shopping Manaura e um prédio executivo, mas sinceramente, no calor que faz em Manaus, tudo o que eu queria era entrar no ar de um bom shopping. Achei excelente, super recomento.

  • Tambaqui de Banda: Peixaria com boa comida, com uma surpreendente moqueca vegetariana (não ideal para veganos). Está localizado na praça do Teatro Amazonas. Sua decoração e ambiente são mais simples. Casa vá a noite ou em dias com a temperatura mais amena, existe a possibilidade de jantar nas mesas na praça com vista ao Teatro. No meu caso, almocei em dia quente, então dei preferência ao segundo andar que tem ar condicionado.

  • Alentejo: Não recomendo para vegetarianos e veganos. É o clássico restaurante português mais refinado. Os pratos são mais caros, mas muito saborosos. Não comi, mas experimentaram o bolinho de bacalhau de entrada e foi falado que é imperdível. Comi o camarão à lagareiro, que me surpreendeu por não ser tão forte (morro de medo de pratos com creme de leite se tornarem enjoativos). Se quiser conhecer um restaurante da elite local, certamente é esse (ps. todas as mesas se conheciam, nos sentimos os intrusos desconhecidos, hahaha)

  • Churrascaria Bufalo: Obviamente não fui.. mas foi indicada essa churrascaria para os amantes de carne que enjoarem de comer peixe. Existem duas, a recomendação que nos foi dada é para ir na de Valverdes.

Agora vamos detalhar os dias para quem aguenta ler tudo sobre os locais! rs


PRIMEIRO DIA: (CHEGADA - PÔR DO SOL NA PRAIA DA PONTA NEGRA)

Confesso que nossa chegada não foi lá muito organizada, então leia e pegue as dicas para não errar como a gente.. rs.


Saímos do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro em um vôo da GOL direto para o aeroporto de Manaus. Na chegada optamos por um Uber (recomendo pedir assim que pousar, ele não ficam mito próximos e demoram um pouquinho a chegar - uns 15 minutos). Fomos direto para o Hotel Villa Amazônia.


Como viajamos em novembro, época que no Rio de Janeiro tem horário de verão, pegamos um fuso de 2 horas. Resultado, a esfomeada aqui só queria saber de almoçar o mais rápido possível e acabamos na praça do Teatro Amazonas .


Almoçamos nesse dia no Tambaqui de Banda, um restaurante delicioso, com opção vegetariana, que seria melhor conjugado com o dia que tiramos para conhecer a cidade. (Se você tiver pique, aconselho ir do hotel para a Praia da Ponta Negra, assistir o por do sol e fazer um lanche no restaurante Muy Gringo)

Acabou que não conhecemos a Praia da Ponta Negra, mas o nosso lado positivo foi poder aproveitar bem a piscina do hotel, fizemos um lanche no bar e descansamos para nos preparar para a caminhada do próximo dia.


Lanchei um sanduíche vegetariano muito gostoso (hamburguer de falafel e mostarda dijon), o outro prato era um misto-quente especial. De drinks, escolhemos uma piña colada e uma caipirinha.


SEGUNDO DIA: (CITY TOUR + PÔR DO SOL NO MUSA)

Para o segundo dia recomendo ter calma, ir no seu tempo e conhecer os principais pontos turísticos de Manaus. A Amazon Explorer possui visita guiada, mas nós resolvemos andar pela cidade e procurar os pontos principais que mais nos agradavam.


Como o prédio da Alfândega e a torre do farol. O Palácio Rio Negro, um lindo palacete construído no período áureo da borracha por uma poderoso Barão o Sr. Valdemar Scholtz, que logo após serviria como sede do governo estadual. Vale ir também no mercado municipal de Manaus, para conhecer os produtos típicos da região amazônica como: peixes, frutas, verduras e o famoso artesanato indígena.


Visita ao Museu do Índio, da Congregação Salesiana, melhor lugar para compreender as tradições, usos e costumes das populações indígenas. O Palácio da Justiça do Amazonas, que fica do lado do imperdível Teatro Amazonas,


Inaugurado em 1896, um dos principais pontos turísticos de Manaus. O Teatro Amazonas é símbolo da época da borracha onde toda riqueza e grandiosidade ainda nos são transmitidas através de seus corredores, salões e obras de arte. Vale a pena verificar o horário das visitas guiadas para conhecer bem toda a história e o prédio.



Após rodar todo o centro histórico de Manaus, decidimos ir ao Moquém do banzeiro para almoçar, já que ele fica no caminho da próxima parada, o MUSA! Mas voltando ao restaurante, eu adorei. Ele é super arrumadinho, fica em uma passagem entre o Shopping Manauara e um Centro Empresarial, mas é super arrumadinho, nada estilo shopping. Decoração linda, comida muito gostosa, com opção vegetariana, recomendo! Confesso que depois de andar pelo calor da cidade de Manaus, tudo o que queria era almoçar no ar condicionado de um bom shopping center... rs.

Finalizamos o tour pela cidade no MUSA, o Museu da Amazônia. Super vale a visita!!! Foi um dos pontos altos do dia. Ele é um museu a céu aberto com uma torre altíssima (42 metros) que deixa a gente acima da copa das árvores. É o momento de estar em contato com a Maior Floresta Tropical do Mundo, a Floresta Amazônica.


O Musa está localizado na Reserva Florestal Adolpho Ducke, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, em Manaus. A Reserva Florestal Adolpho Ducke é uma das poucas florestas primárias em área urbana do mundo.


No nosso caso (que fomos na época de seca) a visita ao MUSA foi ainda mais especial porque foi o único lugar que conseguimos ver as famosas e lindas vitórias-régias.


A noite jantamos no restaurante do Hotel Vila Amazônia, o FITZ Carraldo. Um restaurante delicioso sob o comando dos chefs paulistas Bruno Lorenzoni e Ana Paula Sousa. Recomendo muito! Diversas opções vegetarianas, tudo muito saboroso!



TERCEIRO DIA: (SAFÁRI AMAZÔNICO)

Fizemos o Safari Amazônico com a Amazon Explores. A empresa fica no térreo do hotel Go Inn Manaus, de onde saem as vans até o porto. No porto o grupo pega o barco para um passeio de 7 horas e meia (das 9hrs até às 16:30).


A ordem pode alterar. Visitamos primeiro a aldeia indígena Tatuyos, que fica nas margens do Rio Negro. Fomos recebido pelo Chefe Pinó Kaçique, que nos apresentou, junto com toda a tribo, os rituais e danças. Participei um pouco da dança, adorei!!!



Depois seguimos para a área com os botos. Os botos cor de rosas são selvagens e não é garantido que em todos os passeios eles apareçam, apesar de ser bem comum. É comum porque além de muitos botos, os rosas adoram interagir com os seres humanos. Nesse local que o barco atraca, os botos já sabem que ganham comida facilmente, então estão sempre por lá (apesar de não ser garantido.. vai que já se alimentaram bem né?!).



Após, seguimos para ver o encontro do Rio Solimão (nome comum para o trecho superior do Rio Amazonas) e Rio Preto. A diferença da coloração da água impressiona. Enquanto o Rio Amazonas que possui uma correnteza mais forte é branco, o Rio Negro tem a coloração mais escura, dando um belo contraste.



O passeio continua com uma parada para almoço. Um Buffet com variadas opções de peixes (opções razoáveis para vegetarianos). Quando na época da cheia tem a visita as vitória-régias, como fomos no período mais seco, fizemos uma caminhada pela floresta.


Assim terminou nosso passeio e retornamos. Super indico a agência de viagem e esse passeio.


Aproveitamos ainda para assistir um show no Teatro Amazonas, o show do dia era em homenagem a Bossa Nova. Pegamos um camarote e foi uma delícia poder sentir um pouco mais de perto toda a riqueza e grandiosidade da época da borracha.


Com o fim do show, pegamos um carro para ir para o restaurante Alentejo. Um restaurante português requintado no bairro Adrianópolis. Não tem opções vegetarianas, então fui pra um prato de camarão com creme, delicioso. É aquele típico restaurante que toda a elite se encontra e se conhece. Não provei, mas falam que tem o melhor bolinho de bacalhau, quem provou ao meu lado disse que foi um dos melhores que já comeu...



QUARTO DIA: (ANAVILHANAS)

No quarto dia, acordamos cedo para pegar o transfer para o maravilhoso e imperdível ANAVILHANAS. Mas esse hotel, e esse trecho da viagem merece um post inteirinho! Então aguardem... rs..



CURIOSIDADES do Rio Amazonas:

  • Em 2011 pesquisadores do Observatório Nacional anunciaram evidências da existência de um rio subterrâneo que corre abaixo do rio Amazonas, numa profundidade de 4 mil metros. O rio subterrâneio, que teria seis mil quilômetros de comprimento, foi batizado de Hamza, em homenagem a um dos pesquisadores, Valiya Hamza, indiano que vive no Brasil desde 1974.

  • Não se deve mergulhar no Rio Amazonas. Além de correntezas muito fortes, animais carnívoros como a piranha e jacarés, ainda vive nele o peixe parasita chamado Candiru, ou peixe-vampiro, ou canero. Esse peixe se alimenta de sangue e é bem pequeno, chega a 18cm e tem o formato de uma enguia, ficando bem invisível na água. Ele é atraído pelo cheiro da urina, e pode se alojar uretra, anus ou vagina.. #medo

Quer ver todas as fotos da viagem? Acompanha no instagram pelo meu perfil @stephaniegbueno ou pela #sbnamazonia


Espero que tenham gostado, se tem mais dicas deixa aqui nos comentários!! E até a parte dois da viagem!! Anavilhanas, lugar mais que maravilhoso!!!! ❤️


Beijos,


Stéphanie Bueno

Sem Rótulos

Stephanie Bueno

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